Nossa Identidade e Fundamentos de Fé
Bem-vindo à Comunidade Batista de Londres. Somos uma comunidade comprometida com os ensinamentos de Jesus Cristo e dedicada a acolher todos que buscam crescer espiritualmente. Nas seções abaixo, você encontrará os princípios e valores que fundamentam nossa comunidade.
“Aprendendo a amar e ensinando a amar”
“Jesus, todos devem conhecer”
OBJETIVOS
A liderança da Comunidade Batista de Londres tem como objetivo proporcionar aos que querem unir-se a esta Família, uma oportunidade para refletir sobre o verdadeiro significado da nova vida que temos em Jesus Cristo, confirmando, assim, o compromisso com Ele, bem como esclarecer as nossas declarações, estrutura e estratégias para que haja, também, um verdadeiro compromisso com a igreja local.
Queremos, ser uma família realmente unida, onde todos buscam um mesmo objetivo e caminham numa mesma direção.
A Bíblia diz que a Igreja Primitiva vivia assim: “Da multidão dos que creram era um o coração e a alma…” (At.4:32).
O apóstolo Paulo também deu estas instruções à Igreja de Corinto: “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer” (1 Co. 1:10).
Queremos que você se sinta parte desta família. Seguir a Jesus não é uma questão de apenas crer, mas também de pertencer. Somos feitos para viver em relacionamento uns com os outros.
Por uma questão de transparência e honestidade queremos que você saiba quem somos, o que fazemos e como fazemos. Desejamos muitíssimo que você participe conosco!
Deus lhe abençoe e complete todo o Seu maravilhoso propósito em sua vida!
NOSSA SALVAÇÃO
O NOVO NASCIMENTO
(João 3.1-21)
O QUE É NOVO NASCIMENTO?
- a) É o mesmo que regeneração
“Regeneração” significa gerar de novo. Isto é, mortos para o pecado, ressuscitamos para uma nova vida em Cristo (II Co.5:17, 1 Pe.1:23).
“Novo Nascimento” é um termo usado pelo próprio Jesus em João 3.3. Sem nascer de novo ninguém pode entrar no Reino de Deus, seja qual for a religião ou crença (Jo 3. 5)
Infelizmente, muitos, hoje, vivem enganados pensando que, por serem membros de uma igreja, terem boa conduta, participarem altivamente dos trabalhos da igreja e darem o dízimo, são salvas.
No entanto, o Novo Nascimento acontece no coração, no espírito, e as atitudes externas são consequências dessa mudança. Deus muda o interior, o carácter, o querer, a vontade, os gostos. E isso faz com que as ordenanças e regras humanas se tornam completamente desnecessárias (Cl.2:20-23).
- b) É um milagre
Um milagre não pode ser explicado nem compreendido, mas usufruído. E o Espírito Santo quem o faz e Jesus compara a Sua ação ao vento (Jo.3:8). É uma ação sobrenatural, uma intervenção divina. Não pode ser forjado, fabricado pelo homem. Não provém do esforço humano, mas da ação de Deus
- c) É tornar-se filho de Deus
Em João 1:12 vemos que os que recebem a Jesus, crendo nEle, se tornam filhos de Deus. Agora não somos mais criaturas, apenas, mas filhos. Isto porque recebemos a natureza dEle próprio em nós, e assim fomos gerados pela vontade dEle e não nossa (Jo.1:13, 1 Pe.l:23)
O PROCESSO DO NOVO NASCIMENTO
Embora o Novo Nascimento seja um milagre, operado pela ação exclusiva de Deus, existe todo um processo que evidencia este acontecimento.
- a) Arrependimento
A convicção do pecado precede o arrependimento. Jesus disse que o Espírito Santo convenceria o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo.16:7-1 1). Mas, consciência, ou mesmo convicção de pecado não é arrependimento. Alguém pode estar convencido, mas não arrependido.
Arrependimento é mudança de atitude, é abandonar o pecado, é dar meia-volta, e dar as costas ao pecado e voltar-se para Deus. Foi por isso que João Batista disse:
“Produzi frutos dignos de arrependimento” (Mt.3:8). O arrependimento genuíno produz frutos.
- b) Fé
Pela fé nos apropriamos do amor e do perdão de Deus em Jesus Cristo. Nenhum esforço próprio nos aproximará de Deus a não ser a fé no fato único e definitivo do sacrifício de Jesus.
Por outro lado, fé não é apenas acreditar. A Bíblia diz que “até os demónios creem, e tremem” (Tg.2:19).
Em João 1:12 está implícito que no crer está incluído o receber. É, portanto, muito mais que acreditar. É aceitar Jesus e o Seu perdão, lançando sobre Ele todo o peso do pecado (Mt.1 1:28).
Fé também é confiança, certeza da salvação e da vida eterna, baseada na Sua palavra, porque Ele não mente. Se creio e O recebo, sou salvo e não há o que questionar
(Jo.5:24; 1 Jo.5:9-1 3).
- c) Renúncia
Todo aquele que nasce de novo torna-se um discípulo. Por isso, dentro do processo do novo nascimento está inclusa a renúncia. Ninguém pode ser um discípulo de Jesus se não renunciar tudo o que tem e é (Mt.16:24-26). Não podemos separar o Jesus Salvador do Jesus Senhor. Ele é um só.
Quando me arrependo e creio, Jesus torna-se Salvador; quando renuncio tudo, Jesus torna-se Senhor. Assim, a principal característica do discípulo é a obediência (Mt.7:21; Lc.6:46-49; Jo.15:14).
- d) Batismo
Esta é a conclusão de todo o processo, pois é a manifestação externa do que se dá interiormente: morte e ressurreição. Jamais pode ser negligenciado, pois o próprio Jesus disse que é batizando que se faz discípulos dEle (Mt.28:19) e “quem crer e for batizado será salvo” (Mc.16:16). Os seguintes textos são alguns exemplos: Atos 2:41, 8:12, 8:38, 9:18, 16:15 , 19:5; Rom 6: 2-5.
O BATISMO E A CEIA
O batismo e a Ceia são as duas cerimónias de natureza simbólica ordenadas por Jesus que se complementam e retratam exatamente o que se dá no interior de cada cristão. Ou seja, isoladamente, não trazem qualquer resultado no sentido de bênção, de unção, de crescimento, etc. O ato externo é validado pelo ato interno.
O batismo é um ato simbólico e testemunhal que consiste na imersão do crente em água, mediante sua pública profissão de fé em Jesus Cristo como único salvador, suficiente e pessoal. O batismo, é a condição para ser membro de uma igreja, deve ser ministrado sob a invocação do nome do pai, do filho e do Espírito Santo.
O batismo manifesta a restauração do nosso relacionamento com Deus. Assim como Cristo foi ressuscitado, nosso espírito, que estava morto, ganhou vida e por isso podemos andar com Ele. “Tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos” (Cl.2:12).
A Ceia vem depois do batismo. Por que? Porque é uma consequência do batismo. A Ceia manifesta a comunhão que, agora, temos uns com os outros, como resultado da comunhão que temos com Deus (1 Jo.1:7). Em Cristo todos os relacionamentos foram restaurados: vertical e horizontal. Através da cruz, temos os pecados perdoados e recebemos o mesmo Espírito, o que nos faz um só corpo. “Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito” (1 Co. 12:13). O pão simboliza o corpo de Cristo e o vinho o Seu sangue. O sangue nos purifica de todo o pecado, o pão nos alimenta e nos dá vida eterna. Quando nos alimentamos do pão da vida, formamos uma família, porque temos todos a mesma natureza divina.
A prática da celebração da Ceia é comemorativa e proclamadora da morte do Senhor Jesus Cristo, simbolizada por meio dos elementos utilizados: pão e o vinho. Portanto, é uma festa, um momento especial, em que nos lembramos do Seu sacrifício único e definitivo, que nos proporciona verdadeira comunhão com Deus e com os irmãos, como também da Sua Segunda Vinda (1 Co.11:23-26). A Ceia deve ser celebrada até a volta de Cristo e a sua celebração pressupõe o batismo bíblico e o cuidadoso exame íntimo dos membros da igreja e convidados participantes de igrejas co-irmãs e de outras denominações que preencham os requisitos bíblicos.
O PROPÓSITO ETERNO DE DEUS
Deus quer que saibamos porque estamos aqui e para onde estamos caminhando. Agora que você não é mais dono de si mesmo e entregou-se completamente ao senhorio de Jesus, precisa saber qual é o propósito de Deus para a sua vida e fazer disso o alvo a ser alcançado. Jesus disse que veio para nos dar vida, e vida em abundância (Jo.10.10). Isto significa uma vida completa e com propósito. O apóstolo Paulo disse em Fl 3.12-14: “…prossigo para alcançar aquilo para o que fui alcançado por Cristo Jesus”
O PROPÓSITO ETERNO DE DEUS NA CRIAÇÃO DO HOMEM (Gn.1:26-27)
Quando Deus criou o homem e a mulher, Ele os criou à Sua imagem e semelhança para que se multiplicassem sobre a terra formando uma numerosa família, da qual Ele seria Pai, com a qual levaria a cabo Seus planos futuros. Deus queria que o ser humano fosse participante da Sua glória e da Sua herança. O que Ele queria era perfeita comunhão com o homem. O homem foi formado à Sua imagem e semelhança, o que significa que Deus colocou nele alguns atributos dEle mesmo que, basicamente, são:
- a) A Sua responsabilidade moral
Assim como Deus é responsável pelos Seus atos, também o ser humano o é. Ele responde por suas palavras, atos e pensamentos. E a responsabilidade de desenvolver a vida com justiça e santidade. O homem tem a liberdade para decidir. É a liberdade que o torna responsável.
- b) A Sua natureza espiritual
Deus é espírito (Jo.4:24) e criou o homem, também, um ser espiritual. Esta é a dimensão do homem que proporciona o contacto, a comunicação com Deus. Esta relação íntima, portanto, não pode ser feito pelos cinco sentidos físicos ou pelo raciocínio, mas somente pelo espírito (1 Co.2:10-16), embora sejam estes afetados.
- c) A Sua autoridade
Assim como Deus exerce plena autoridade sobre toda a criação, quando criou o homem, delegou-lhe, também, autoridade (domínio) sobre a terra (Gn.1:28).
O DESVIO DO PROPÓSITO ETERNO DE DEUS
O homem, no entanto, desviou-se desse propósito quando pecou. Satanás, o inimigo de Deus, nunca quis que se cumprisse o propósito de Deus, por isso incitou o homem a se rebelar (Gn.3:1-6). Assim, o pecado entrou no mundo, aquela imagem original foi corrompida e o homem quebrou a sua comunhão com Deus (Rm.3:23).
A partir de então, o homem perdeu a natureza divina, que lhe proporcionava um perfeito relacionamento com Deus, e passou a ter uma natureza pecaminosa, a qual foi sendo transmitida de geração a geração (Rm.5:12).
Como vimos, o pecado desviou o homem do propósito original de Deus. Foi como um acidente de percurso. Por isso, o propósito de Deus ultrapassa a salvação do homem, objetivando também a sua restauração. A salvação em Jesus Cristo é o meio de reparar o desvio provocado pelo pecado.
Assim, Deus quer, através da redenção em Jesus, restaurar a Sua imagem no homem. Ele quer restituir ao homem a comunhão que ele perdeu quando pecou.
O plano de Deus continua o mesmo. Ele quer uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus, para a Sua glória (Rm.8:29, Ef.1:4-5, Hb.2: 10).
Deus nunca quis ser apenas Criador ou Salvador, mas Pai.
“Nos predestinou para sermos filhos de adoção” (Ef. 1:5a). Também nos predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho” (Rm 8.28-29). Trazendo muitos filhos à glória” (Hb.2:10).
Este é o propósito de Deus, portanto é o nosso alvo. Deus quer nos restaurar à Sua imagem por meio de Jesus. Ou seja, em Cristo, somos restaurados à imagem do próprio Deus
PROSSEGUINDO PARA O ALVO
O apóstolo Paulo disse: “não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito, mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui alcançado por Cristo Jesus” (Fl.3: 12).
O nosso alvo consiste em duas coisas básicas:
a) Formar a imagem de Cristo em nós
Isto é o mesmo que santificação. O versículo acima nos revela que a vida agora é um caminhar contínuo em direção ao alvo. Cada dia crescemos espiritualmente, tornando-nos mais parecidos com Jesus (II Co.3:18). Ou seja, vamos adquirindo o carácter de Jesus à medida em que andamos com Ele (Mt. 11:29), e o melhor retrato deste carácter são as qualidades do fruto do Espírito descritas em Gl.5:22-23.
- b) Formar a imagem de Cristo em outros (Gl.4:19, Jo. 15:16)
Quando nos unimos com o Senhor, formando um só espírito com Ele (1 Co.6:17), não vivemos mais para nós mesmos (II Co.5:15). O Reino de Deus passa a ser prioridade (Mt.6:33) e as coisas de cima tornam-se mais importantes (Cl.3:1-3).
Deus quer que todos os homens sejam salvos e conformados à imagem de Seu Filho (1 Tm.2:4, Mt.28:19-20, Mc.16:15-16). Ele confiou a nós esta responsabilidade.
A IGREJA
Igreja não é religião. Deus não criou religião. O que Ele sempre quis com o homem foi desenvolver um relacionamento. Essa relação foi quebrada quando o homem pecou, mas Deus já restaurou por meio de Seu Filho Jesus. O homem, por outro lado, criou a religião, que nada mais é do que a tentativa em se aproximar de Deus pelos seus próprios esforços. Assim, construiu templos, que muitos chamam erroneamente de igreja os quais são considerados santos, pois pensam que Deus habita neles. O que queremos abordar aqui é sobre o que é Igreja, a sua importância, a sua origem e a sua missão.
O QUE É A IGREJA?
Igreja é uma comunidade de fé biblicamente dirigida, com foco em evangelismo, contextualizada, que ensina e supre seus membros e cooperativamente se reproduz até os confins da terra.
Uma Igreja é biblicamente dirigida quando usa a palavra de Deus para determinar sua missão, propósitos, crenças, valores e objetivos, mesmo quando isso é difícil ou impopular. (II Tm. 3.16-17).
- Uma Igreja é focada no evangelismo e se sacrifica para alcançar eficazmente os perdidos.
- Uma Igreja persegue sabiamente os objetivos bíblicos, quando de uma maneira contextualizada comunica-se eficazmente com o segmento incrédulo da sociedade.
- Uma Igreja ajuda cada membro a desenvolver o conhecimento tendo por base Cristo, talento, carácter, e visão no contexto de priorizar a comunhão bíblica.
- A Igreja equipa e mobiliza os seus ministros para contribuírem na edificação do corpo de Cristo.
- Uma Igreja se reproduz por plantar novas Igrejas até os confins da terra.
- Uma Igreja coopera interdependentemente com uma atitude ganha/ ganha e mentalidade do Reino.
A Igreja não é uma organização ou instituição, mas é um organismo vivo e dinâmico. A palavra “igreja” é derivada do grego “Ekklesia” e significa o “grupo daqueles que são chamados para fora”. Ou seja, é o grupo de pessoas que foram chamadas, por Deus, para fora do poder do pecado (portanto, convertidas, nascidas de novo), o qual está espalhado por toda a face da terra. Isto significa que não existem várias Igrejas mas apenas uma. A igreja local é apenas uma parte da igreja de Jesus Cristo, conhecida como a “igreja triunfante”. Não obstante, a igreja se organiza sob a égide de uma determinada denominação, tornando-se assim, também, reconhecida como instituição ou organização sem fins lucrativos (pessoa jurídica) por determinação da lei. Porém, essencialmente, não é essa sua natureza.
A Bíblia deixa claro que a Igreja é:
- a) O Corpo de Cristo (Cl.1:24, 1 Co.12:12-13)
Cristo é a cabeça (Cl.1:18, Ef.5:23). Nós somos os membros (1 Co.12:14-27). O corpo humano tem várias partes e nenhuma tem vida própria ou independente uma da outra. Todas trabalham juntas. Assim é na Igreja. Todos são dependentes uns dos outros e trabalham juntos, sob a liderança do Espírito Santo.
- b) Um grupo de companheirismo (At.2:42-46)
Agora pertencemos a uma nova família, a família de Deus. A comunhão uns com os outros é característica básica de uma família. Nela, todos consideram-se iguais e amam-se mutuamente. É agradável estarmos juntos, pois assim podemos abençoar e ser abençoados, num clima de respeito, humildade e consideração (Hb.1O:24-25, Fl.2:4).
- c) Um templo Espiritual (1 Pe.2:5)
Em At.7:48 diz que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens. No texto acima a expressão “casa espiritual” significa Igreja e as “pedras vivas” somos nós, os filhos de Deus.
Hoje, o templo, o santuário, a morada de Deus, somos nós, os discípulos, por isso devemos manter-nos santos (1 Co.3:16-1 7).
A ORIGEM DA IGREJA
Já vimos que o propósito de Deus foi sempre o de formar uma grande família de muitos filhos. Em Jesus Ele pode dar continuidade a este propósito, e esta família é a própria Igreja.
Assim, foi Jesus quem a começou. Designou doze homens como líderes e declarou que esta família se chamaria Igreja (Mt.16:16-18). Portanto:
- a) A Igreja é de Deus (At.20:28, 1 Tm.3:5)
Nenhum homem pode dominar a Igreja, pois ela pertence ao Senhor. Ela é Sua propriedade pois foi comprada com o sangue de Jesus.
- b) Jesus Cristo é quem edifica a Igreja (1 Co.3:11, Ef.2:19-21, Mt.16:18)
A Igreja é edificada sobre os ensinos de Jesus, por isso ela jamais será derrotada, por mais que se esforcem os poderes do mal (Mt.16:18).
- c) Jesus é quem acrescenta à Igreja e dá o crescimento (At.2:47, 1 Co.3:6). O homem serve apenas como instrumento. A ação pertence totalmente a Ele.
O PROPÓSITO DA IGREJA
(Mt.28:16-20, At.1:8, 1 Pe.2:9)
A tarefa básica da Igreja no mundo é fazer discípulos. Ou seja, tudo o que fazemos dentro ou fora dela, deve ter o objetivo final e único de fazer discípulos.
Portanto, Igreja não é apenas um grupo de companheirismo. O estar juntos é importante para podermos ser edificados e crescer caminhando em direção à imagem de Jesus Cristo. Mas, essa imagem deve ser refletida ao mundo. Tudo o que recebemos deve ser transmitido a outros (II Tm.2:2). Deus não quer que sejamos um rebanhozinho de ovelhas que só engorda e não se reproduz, “mas fui eu que vos escolhi e vos designei para que vades e deis fruto…” (Jo. 15:16).
A Igreja é motivada pelo amor a Deus e aos outros, e tem a missão de fazer, marcar e amadurecer discípulos.
Os cinco “Ms”
- Membresia – Comunhão
- Magnificação – Adoração
- Maturidade – Discipulado
- Missão – Evangelização
- Ministério – Serviço
II – NOSSAS DECLARAÇÕES
NOSSA DECLARAÇÃO DE FÉ
(síntese do que cremos)
- A Bíblia é a inerrante Palavra de Deus, a revelação de Deus aos homens e nossa única Regra de fé e prática (Mt.24:35, II Tm.3:16, 1 Pe.1:25);
- Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens. Esse Deus é absoluto, pessoal e eterno, omnipotente, omnipresente e omnisciente; perfeito em santidade, justiça, verdade e amor. Em Sua triunidade, o eterno Deus se revela como Pai, filho e Espírito Santo, pessoas distintas, mas sem divisão em sua essência (Dt.6:4, 1Co.8:6, Sl.139, Is.64:8, Mt.1:18-23, Jo.1:1-14, Gn.1:2, Lc.4: l8,19, Jo.4:24);
- O homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, para a Sua glória, com o propósito de amar, conhecer e estar em comunhão com seu Criador, bem como cumprir Sua divina vontade (Gn.1:26-31, At.17:26-29, 1 Jo.1:3,6,7, Jr.9:23,24, Jo.14:23, Rm.8:38,39);
- Num ato de livre desobediência contra seu Criador, o homem caiu no pecado e assim perdeu a comunhão com Deus. Por isso, todos herdamos o pecado e, por natureza, somos pecadores e inclinados para o mal, estando sujeitos à condenação e à morte eterna, sendo absolutamente incapazes de salvar-nos a nós mesmos, o que nos faz depender inteiramente da graça de Deus para sermos salvos (Is.59:1,2; Rm.3:23,5:12-19, 3:10-1 9, 6:23, Ef.2:5-1 0);
- A salvação vem de Deus por meio da Sua graça, mediante arrependimento do pecador e da sua fé em Jesus Cristo como único Salvador e Senhor. Nenhum ser humano pode salvar-se ou chegar a Deus por suas próprias forças ou outros meios (deuses, santos, anjos, religião, boas obras etc.). E um dom gratuito de Deus a todos os homens, sem acepção de pessoas e que compreende a regeneração, a justificação, a santificação e a glorificação (Is.55:5, At.4:12, 15:11, Ef.2:8,9, Rm.6:23, 1 Tm.2:4, Jo.3:16, 3:3-5, 1 Pe.1:3, Rm.8:33, 3:24, Jo.17:17, 1 Ts.4:3, 5:23, Rm.8:30, 1 Jo.3:2);
- O Batismo no Espírito Santo ocorre exatamente no momento da genuína conversão, O mandamento é nos enchermos continuamente do Espírito Santo. O que acontece depois da conversão são manifestações desse enchimento, que podem ser expressas através dos mais diversos dons espirituais e, principalmente, das qualidades do Seu fruto (At.19:2, Rm.8:9,14, 1 Co.12:13, Ef.1 13, EF 5.18, At.4:31, Gl.5:22-25);
- O Espírito Santo é Deus e Deus é o mesmo ontem, hoje e eternamente, por isso todos os dons do Espírito Santo continuam sendo distribuídos aos homens de acordo com Sua soberana vontade. Eles devem ser desenvolvidos e usados sempre para a edificação do Corpo e para a glória de Deus, observando-se os critérios e orientações para sua prática de acordo com a Palavra de Deus, principalmente por ocasião dos cultos públicos (Rm.12:6-8, 1 Co.12:4-11, Ef.4:l1-16, 1 Pe.4:7-11, 1 Co.12:11,18, 1 Tm.4:14, 1 Co.14:26, 14:1-33);
- A Igreja é um grupo de pessoas regeneradas, que receberam o dom do Espírito Santo, por isso formam o Corpo de Cristo. A igreja local é uma família, onde todos os seus membros têm suas responsabilidades e benefícios. Eles devem assumir o compromisso de envolverem-se, servindo uns aos outros em amor através do exercício dos dons espirituais, visando sempre o propósito comum que é expandir o Reino, fazendo discípulos de Jesus. Isso implica num esforço constante para preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz (1 Co.12:13, Ef.4:4-6, Ef.2:19, Hb.10:24,25, Ef.4: 1-3);
- O Batismo deve ser por imersão, como a verdadeira expressão da regeneração, conforme o padrão bíblico. Não é uma opção nem um complemento e é mais que um símbolo. Faz parte do processo de entrega a Cristo. É a forma como alguém se identifica com Cristo na Sua morte, sepultamento e ressurreição. É só através dele que alguém pode tornar-se um discípulo e fazer parte da Igreja, o Corpo de Cristo (Rm.6:4,5; 1 Co.12:13, Cl.2:12, Mc.16:16, Mt.28:19,20);
10.A Ceia do Senhor é celebrada por todos aqueles que fazem parte do Corpo, ou seja, receberam o Espírito Santo por meio da confissão de pecados, arrependimento, fé e batismo. Só os que se identificaram com Cristo em Sua morte e ressurreição é que fazem parte de Seu Corpo Espiritual. O pão simboliza o seu corpo dado por nós no Calvário, e o vinho simboliza o Seu sangue por nós derramado (Jo.6:22-59, 1 Co. 11:23-30);
- A forma de governo da Igreja é congregacional ultra restrita. A igreja através da sua liderança pastoral tem o direito de gerir os negócios da CBL. O conselho representativo da igreja, formado por líderes de ministérios é que decide, em assembleias, questões encaminhadas pela liderança pastoral. Qualquer membro da igreja pode sugerir temas e questões para serem tratados pela liderança pastoral e conselho.
- Deus é Criador, Senhor e Dono de todas as coisas. O discípulo de Jesus reconhece que sua vida não mais lhe pertence, mas àquele que o remiu. Considera-se, portanto, apenas um mordomo, ou administrador, de tudo o que é de seu Senhor, como dons, talentos, bens, tempo, dinheiro, etc. Assim, contribui com os dízimos e ofertas para a obra do ministério, não como uma lei, mas como um referencial básico e mínimo. Dízimo é 10% de toda a nossa renda. Ele pertence ao Senhor, e sua finalidade é o sustento de todos os obreiros, pastores e missionários. As ofertas têm a finalidade da manutenção material da Casa de Deus (Ag.2:8, II Co.5:15, Lv.27:30-32, Nm.18:20-24, Ml.3:8-11, Ex.36, 1 Cr.29, II Cr.34);
13.Cada discípulo é um ministro. A missão primordial do povo de Deus é a evangelização do mundo, visando a reconciliação do homem com Deus. Esta responsabilidade começa pelo exemplo e palavras, onde cada discípulo está, e se estende até os confins da terra (1 Pe.2:9, IICo.5:18-20, Mt.28:19-20).
NOSSA DECLARAÇÃO DE VALORES
(O que valorizamos)
DISCIPULADO
Seguimos o exemplo de Jesus com os doze discípulos. Assim como um bebé, um recém-convertido precisa de acompanhamento nos primeiros passos de sua vida cristã. E uma atenção especial e mais intensa, um cuidado individual. Jesus dava atenção às multidões, mas a sua prioridade era os Seus discípulos. Este é o princípio de II Tm.2:2:
“E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idóneos para instruir a outros”.
Assim como uma macieira produz maçã, uma videira uva e uma figueira figos, todo o discípulo produz discípulos. É discípulo aquele que frutifica (Jo.15:8).
PEQUENOS GRUPOS NOS LARES
É onde cada membro pode colocar em em prática tudo aquilo que ouve. É nos relacionamentos mais íntimos que o crente cresce, manifestando o fruto do Espírito em sua vida, vivendo em unidade e compromisso, exercendo em seus dons espirituais, recebendo alimento, prestando conta aos líderes, e, assim, crescendo no carácter e aprendendo a realizar sua missão de fazer outros discípulos.
Os GPs funcionam como extensão da igreja. O crescimento do Corpo também compreende o desenvolvimento dos GPS. É nele e a partir dele que se realizam os cinco propósitos da igreja: evangelismo, adoração, comunhão, discipulado (edificação) e ministério (serviço)
FAMÍLIA
A família é criação divina, através da qual Ele realiza seu propósito eterno. E a instituição primeira da sociedade. E nela que Deus, primeiramente, nos ensina a vida em comunidade. O propósito imediato da família é glorificar a Deus e prover a satisfação das necessidades humanas de comunhão, educação, companheirismo, segurança, preservação da espécie e, bem assim, o perfeito ajustamento da pessoa humana em todas as suas dimensões. Assim é que, também, cada casa se torna uma igreja.
É por isso que valorizamos o casamento desde antes do seu início. A palavra “namoro” não existe na Bíblia, mas ela fala de santidade e pureza. O namoro do cristão, portanto, deve se resumir a uma amizade mais profunda onde os dois desenvolvem a unidade de mente e de espírito. A unidade física se estabelece somente após o casamento. A oficialização de um noivado deve ser após um tempo de oração para que se tenha certeza de que esta é a vontade de Deus para toda a vida.
O casamento deve respeitar a autoridade espiritual (pais, líderes e pastores). Deve ser entre pessoas que professam a mesma fé (II Co.6:15).
A base da família é o casamento monogâmico e duradouro por toda a vida, só podendo ser desfeito pela morte ou infidelidade conjugal. O divórcio está completamente contra o propósito de Deus estabelecido em Sua palavra. Deus odeia o divórcio (Ml 2:16).
DISCIPLINA DOS MEMBROS
As disciplinas têm o mesmo propósito da disciplina que Deus opera em nós: correção (Hb.12:10,11). Ninguém é desligado simplesmente porque comete algum pecado. O objetivo é sempre levar ao arrependimento e à restauração. Esse período de restauração, onde o membro se abstém de qualquer atividade ministerial, é chamado de disciplina (II Tm.2:24-26). É feito pelo conselho da igreja, exceto quando se trata de liderança que será feito em publico (1Tm.5:19,20), e não se entra em detalhes para não constranger as pessoas. Somente quando não há arrependimento, nem desejo de mudança de atitude, é que o membro é desligado. Neste caso, é mandamento que assim se faça (1 Co.5).
AUTORIDADE ESPIRITUAL
É um princípio bíblico. Deus nos colocou, a todos, debaixo de autoridade. Devemos aprender a obedecer e, ao mesmo tempo, exercer autoridade dentro dos padrões de Deus. A igreja deve obedecer e considerar seus líderes (Hb.13:7, 17,1 Ts.5:12,13).
Sem a prática do princípio da autoridade e submissão, não há unidade e sem unidade não há direção nem crescimento. A divisão é obra da carne (Gl.5:19-21). Por isso, a característica do discípulo é o fruto do Espírito, que se expressa através da mansidão, humildade, obediência e serviço (Gl.5:22,23, Mt.11:28,29, Fl.2:1-11).
TEMPLO
Cada cristão é templo do Espírito Santo (1 Co.3:16,19, 6:19,11 Co.6:16, Ef.2:21 22). Deus habita, na Pessoa do Seu Espírito Santo, na vida de cada um que é regenerado, nascido de novo. Por isso, Ele não está naquele lugar que os homens chamam de templo, que foi por eles construído (At.7:48-50, 17:24). O lugar onde o povo de Deus está reunido, se torna santo. Onde está um santo, o lugar é santo (Mt.28:20). Qualquer coisa que não é próprio fazer num lugar de cultos, também não é próprio fazer em qualquer outro lugar. A manifestação de Deus não se dá apenas no chamado templo e sim, em e através dos santos, em qualquer lugar em que estiverem.
DIA DO SENHOR
O dia do Senhor não se resume ao sábado ou domingo, mas a todos os dias da semana. No passado, era necessário que um dia fosse guardado especialmente para prestar culto a Deus e dedicar-se as demais coisas espirituais. Mas agora, somos templo do Espírito, temos comunhão com Ele vinte e quatro horas por dia, portanto, todos os dias se tornam santos. Em termos de revigoramento físico e emocional, é aconselhável que o crente retire um dia para o seu descanso e recreação familiar, abstendo-se, para isso, de todo trabalho secular. Ele está à procura de adoradores que o adorem em Espírito e em verdade, isto é, como estilo de vida (Jo.4:23,24).
SACERDÓCIO DE TODOS
A visão do clero, ou seja, um grupo de pessoas especialmente preparadas e pagas para realizar o ministério, enquanto todo o resto da igreja, apenas assiste, não é bíblico. O ministério pertence a todos os santos. Todos os santos são sacerdotes (1 Pe.2:9). Alguns, no entanto, têm um chamado específico de Deus, para liderar a igreja, em tempo integral ou parcial. Eles têm o papel de preparar, ou aperfeiçoar os santos, para a obra do ministério (Ef.4:11-16).
O CULTO
O culto, também, não se resume a um dia da semana. Ele não acontece apenas num lugar e dia específicos. Foi o que Jesus disse à mulher Samaritana (Jo.4:23,24). Cultuar é adorar, e adoração verdadeira é aquela que se presta em espírito e em verdade, ou seja, como um estilo de vida. Isto é, andando no Espírito, vivendo em santidade e em relacionamentos de amor e pureza.
A IGREJA
Deus escolheu realizar o Seu propósito através da Igreja. Ou seja, a igreja local é o único instrumento de Deus para expandir o Seu reino na terra. Qualquer ministério que se realize em nome da igreja, mas que está desvinculado da igreja local, não se aceita. Por outro lado, aceitamos qualquer instrumento que Deus queira usar, desde que seus integrantes estejam em plena comunhão com a igreja local e plenamente respaldados por ela.
O AMOR
O amor deve ser a principal marca da Igreja. No amor se resumem todas as características do fruto do Espírito Santo (Gl.5:22,23). Cremos e queremos todas manifestações dos dons espirituais e sinais, mas que contribuam para o fim de levar todas as pessoas ao arrependimento e a tornarem-se discípulos de Jesus. Cremos que o carácter transformado é o sinal de uma pessoa regenerada. Os dons, os milagres e os sinais, podem ser imitados por Satanás, mas o fruto do Espírito Santo, jamais! (Mt.7:15-23).
O amor faz com que a Igreja viva em unidade, e nos constrange a exercer a nossa missão na terra.
A ORAÇÃO
A oração é a base fundamental do ministério. A saúde espiritual, emocional e dos relacionamentos horizontais depende da intimidade com Deus através da oração. Cada membro deve aprender a viver uma vida de oração e meditação na palavra de Deus. A oração unânime é que vai mover a igreja em direção ao seu alvo e objetivo (Mt.18:19). “Nenhuma oração, nenhum poder; pouca oração, pouco poder; muita oração, muito poder”.
LOUVOR E ADORAÇÃO
O louvor e a adoração da igreja começam no coração de cada discípulo. Louvar e adorar não é cantar. Quando a igreja se reúne, os cânticos são apenas uma das formas de expressar o louvor e a adoração.
Consideramos, ainda, que os estilos de música podem variar, o que sempre procuramos fazer de acordo com o contexto cultural em que vivemos e daqueles que pretendemos alcançar.
FÉ
É imprescindível a um relacionamento com Deus e a realização da sua obra. Fé implica em sair da margem de segurança e conforto e se arriscar em realizar grandes coisas para o Senhor. “Sem fé é impossível agradar a Deus”.
EVANGELIZAÇÃO E MISSÕES
A missão primordial do povo de Deus, individualmente organizado em igrejas, é a evangelização do mundo. A responsabilidade da evangelização estende-se até aos confins da terra e por isso devemos investir todos os recursos e esforços possíveis. Evangelização e missões devem tornar-se em estilo e sentido de vida para os crentes.
NOSSA DECLARAÇÃO DE VISÃO
Ser uma comunidade de amor, multiplicadora e capacitadora de discípulos de Jesus.
NOSSA DECLARAÇÃO DE MISSÃO
(A razão da nossa existência)
Alcançar pessoas para Jesus e levá-las a fazer parte da Sua família, ensiná-las a obedecer para que sejam semelhantes a Ele, prepará-las para servir uns aos outros em amor e testemunhar de Cristo ao mundo, a fim de glorificar a Deus.
NOSSOS PROPÓSITOS
(o que queremos fazer até o final de 2030)
- Ser uma igreja relevante no contexto social em que estamos inseridos;
- Ser um lugar onde os abatidos encontrem ânimo, os sobrecarregados alívios, os solitários companhia, os doente cura, os oprimidos libertação e os necessitados auxílio em Cristo Jesus;
- Ter um programa de crescimento espiritual para todos os membros da Igreja, objetivando levá-los a conhecer a Palavra, serem maduros na fé e exercerem sua liderança no âmbito dos seus relacionamentos eclesiástico (segundo o chamado pessoal), promovendo assim, um crescimento qualitativo;
- Motivar cada membro a evangelizar pelo menos uma pessoa por ano, no âmbito dos seus relacionamentos;
- Verdadeiro compromisso de noventa por cento dos membros, tendo um tempo diário com Deus na oração e na palavra, e sendo contribuintes amorosos;
- Estimular o surgimento de grupos familiares em todas as áreas de residência dos membros.
- Proporcionar a todos os membros da igreja a oportunidade de descobrirem seus dons, talentos e perfis de personalidade, e levá-los a exercerem seus ministérios nas reuniões públicas, departamentos e grupos pequenos;
- Que os membros expressem maturidade não somente em conhecimento, mas em mudança de vidas;
- Treinamento contínuo da liderança para o exercício das suas funções organizacionais e pastorais.
III NOSSAS ESTRATÉGIAS
A ESTRATEGIA DA IGREJA LOCAL
- Reuniões regulares tanto no templo quanto nas casas.
- Capacitação gradual e continua dos líderes nos seus diversos níveis de liderança;
- Obra Social como expressão do amor incondicional de Deus, em primeiro lugar aos da CBL e depois aos de fora;
- Cultos participativos, alegres e contemporâneos com enfâse na Palavra.
- Reuniões semanais para comunhão, adoração, edificação, evangelização e serviço
- Retiros, encontros e passeios para crianças, adolescentes, jovens, casais, famílias e idosos.
- Eventos de colheita para estabelecer amizades e comunicar o evangelho;
QUEM NÓS ESTAMOS ALCANÇANDO
(Nosso alvo)
Todos aqueles que se encontram na teia de relacionamentos de cada membro da congregação independentemente de qualquer situação particular. E, também, todos os que forem encontrados nos caminhos, esquinas e valados da cidade, perdidos sem a salvação de Jesus Cristo.
Nossa visão de evangelização é “centrípeta”, não “centrifuga”, ou seja, é do centro para fora. Nós somos edificados na igreja e depois saímos para alcançar os perdidos.
NOSSA FILIAÇÃO
Estamos ligados por vínculos fraternos e de cooperação com as igrejas batistas da convenção batista brasileira. Embora estejamos vinculados a denominação Batista, nossa ênfase não é denominacional e sim nas características da verdadeira Igreja. O Nosso foco prioritário e inarredável é a Igreja Batista de Londres e seus projetos.
AUTONOMIA
A Igreja Batista de Londres é autónoma. Isto significa que todas as decisões são tomadas aqui mesmo. Não existe um bispo ou um papa sobre nós. Prestamos contas a Jesus, o Senhor da Igreja. Há, no entanto, um vínculo de cooperação com as demais Igrejas que professam as mesmas doutrinas, com o objetivo de auxílio em promover o reino de Deus.
MISSÕES
A CBL tem, também, o compromisso de cooperar com o sustento de missionários na Inglaterra, e no mundo. Para isso, coopera regularmente com o envio de ofertas especiais para pessoas ou organizações missionárias previamente aprovadas e adotadas pela IBL.
A CBL manterá forte ênfase nas atividades que visem estender o Reino de Deus em toda a terra criando para esse fim estruturas adequadas.
Apêndice 1. Como ser Cheio do Espírito
A Bíblia diz que há três espécies de pessoas:
- O Homem Natural (aquele que ainda não recebeu a Cristo) O homem que não tem o Espírito não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente (1 Co 2.14).
A vida do homem natural é controlada pelo “EU”. O “EU” no centro da vida. CRISTO do lado de fora da vida. Ações e atitudes controladas pelo “EU”, resultando em discórdias e frustrações.
- O Homem Espiritual (aquele recebeu a Cristo e tem a sua vida dirigida pelo Espírito de Deus) O homem espiritual discerne todas as coisas (1 Co 2.15,16).
- O Homem Carnal (aquele que já recebeu a Cristo, mas vive em derrota, porque confia em seus próprios esforços para ter uma vida cristã)
Irmãos, não lhes pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a crianças em Cristo. Dei-lhes leite e não alimento sólido, pois vocês não estavam em condições para isso. De fato, vocês ainda não estão em condições, porque ainda são carnais. Pois, visto que há inveja e divisão entre vocês, não estão sendo carnais e agindo como mundanos? (1 Co 3.1-3)
- Deus Providenciou para nós Uma Vida Cristã Frutífera e Abundante
- Disse Jesus: Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente (Jo 10.10).
- Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim, vocês não podem fazer coisa alguma (Jo 15.5).
- Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei (Gl 5.22,23).
- Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra (At 1.8).
O Homem Espiritual – Algumas características pessoais resultantes da sua confiança em Deus:
É Cristocêntrico Amor
É dirigido pelo Espírito Santo Alegria
Conduz outros a Cristo Paz
Possui vida efetiva de Oração Paciência
Conhece a Palavra de Deus Bondade
Confia em Deus Fé
Fidelidade
Mansidão Domínio próprio
À medida que o cristão vai confiando no Senhor em todos os detalhes da sua existência e segundo a sua maturidade em Cristo, essas características manifestam-se em sua vida. Aquele que está apenas começando a compreender o ministério do Espírito Santo não deve desanimar, caso não seja tão frutífero como cristãos mais maduros, que já experimentaram essa verdade por um período mais extenso.
Por que a maior parte dos cristãos não está experimentando essa “vida abundante”?
- O Homem Carnal não pode experimentar a vida cristã abundante e frutífera
O Homem carnal confia em seus próprios esforços para ter uma vida cristã:
- Ou ele não está informado a respeito do amor de Deus, seu perdão e poder ou se esqueceu deles (Rm 5.8-10; Hb 10.1-25; 1 Jo 1; 1 Jo 2.1-3; 2 Pd 1.9; At 1.8).
- Tem uma experiência espiritual cheia de altos e baixos.
- Não entende a si mesmo – deseja fazer o que é certo, mas não consegue.
- Deixa de receber o poder do Espírito Santo para ter uma vida cristã (1 Co 3.1-3; Rm 7.15-24; 8.7; Gl 5.16-18).
O Homem Carnal – algumas ou todas as características seguintes identificam o cristão que não confia plenamente em Deus:
Ignorância de sua herança espiritual Atitudes Legalistas
Incredulidade Pensamentos impuros
Desobediência Ciúmes
Perda do amor para com Deus e com os outros Inveja
Vida pobre de oração Preocupação
Falta de desejo de estudar a Bíblia Desânimo
Espírito de Crítica Frustração
Falta de Propósito na vida
A pessoa que se declara cristã, mas continua na prática do pecado, deve analisar-se, pois talvez não seja verdadeiramente cristã, de acordo com 1 Jo 2.3; 3.6, 9; Ef 5.5. Clique aqui (na página do site) para obter a certeza de que você é realmente um cristão.
A terceira verdade nos oferece a única solução deste problema…
- Jesus prometeu a vida abundante e frutífera como resultado
da plenitude (controle e poder) do Espírito Santo
A vida cheia do Espírito é a dirigida por Cristo, pela qual Cristo vive em nós e através de nós, no poder do Espírito Santo (Jo 15).
- Uma pessoa torna-se cristã através do poder do Espírito Santo, conforme João 3.1-8. Desde o nascimento espiritual, o Espírito Santo permanentemente no cristão (Jo1.12; Cl 2.9, 10; Jo14.16,17). Embora o Espírito Santo habite em todos os cristãos, nem todos os cristãos são cheios (vivem sob o controle) do Seu poder.
- Espírito Santo é a fonte da vida transbordante (Jo 7.37-39).
- Espírito Santo veio para glorificar a Cristo (Jo 16.1-15). Quando alguém é cheio do Espírito Santo, é um verdadeiro discípulo de Cristo.
- Antes de ascender aos céus, Cristo prometeu enviar-nos o poder do Espírito Santo para nos capacitar, a fim de sermos suas testemunhas (At 1.1-9).
Então, como alguém pode ser cheio do Espírito Santo?
- Somos cheios do Espírito Santo pela fé;
Podemos, então, experimentar a vida abundante
e frutífera que Cristo prometeu a todo cristão.
Você pode ser cheio do Espírito Santo agora mesmo, se você:
- Desejar sinceramente ser controlado e fortalecido pelo Espírito Santo (Mt 5.6; Jo 7.37-39).
- Confessar os seus pecados. Pela fé, agradeça a Deus o fato de lhe haver perdoado todos os pecado – passados, presentes e futuros – porque Cristo morreu por você (Cl 2.13-15; 1 Jo 1; 2.1-3; Hb10.1-17).
- Apresente cada área de sua vida a Deus (Rm 12.1-2).
- Pela fé, tome posse da plenitude do Espírito Santo, de acordo com:
- Sua Ordem – Seja cheio do Espírito Santo. E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito (Ef 5.18).
- Sua Promessa – Ele responderá quando orarmos de acordo com Sua vontade. E esta é a confiança que temos Nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos (1 Jo 5.14,15).
A fé pode ser expressa através da oração…
Como orar com fé para ser cheio do Espírito Santo
Somos cheios do Espírito Santo pela fé. Entretanto, a verdadeira oração é um modo de expressar a sua fé. Sugerimos a seguinte oração:
“Querido Pai, eu preciso de Ti. Reconheço que tenho procurado dirigir a minha própria vida e, como resultado, tenho pecado contra Ti. Agradeço-te pelo perdão dos meus pecados através da morte de Cristo na cruz. Agora, convido a Cristo para tomar novamente a direção da minha vida. Enche-me do teu Espírito, como ordenastes que eu fosse cheio e como prometeste em Tua Palavra que farias se pedisse com fé. Peço isso em nome de Jesus. Como expressão da minha fé, agradeço-te agora por dirigir a minha vida e encher-me do teu Espírito Santo. Amem”.
Esta oração expressa o desejo do seu coração? Se é assim, ore a Deus e confie que Ele o encherá do Espírito Santo agora mesmo.
Como saber que você está cheio (sob o controle e poder) do Espírito Santo?
Você pediu a Deus que o enchesse do Espírito Santo? Você sabe que está cheio do Espírito Santo agora? Baseado em quê? Na fidelidade do próprio Deus e Sua Palavra (Hb 11.6; Rm 14.22, 23).
A nossa autoridade é a promessa da Palavra de Deus, a Bíblia, e não as nossas emoções. O cristão vive pela fé (confiança) na fidelidade de Deus e de Sua Palavra. O diagrama do trem, ilustra a relação entre fato (Deus e Sua Palavra), fé (nossa confiança em Deus e em Sua Palavra), e emoção (o resultado da nossa fé e obediência) (Jo 14.21).
A locomotiva correrá com o vagão ou sem ele. Entretanto, seria inútil o vagão tentar puxar a locomotiva. Da mesma forma, nós, como cristãos, não dependemos de sentimentos ou emoções, mas colocamos a nossa fé (confiança) na fidelidade de Deus e nas promessas de Sua Palavra.
Como andar no Espírito
A fé (confiança em Deus e em Suas Promessas) é o único meio pelo qual um cristão pode ter uma vida dirigida pelo Espírito Santo. À medida que você continua confiando em Cristo, momento após momento:
- Sua vida demonstrará mais e mais o fruto do Espírito (Gl 5.22, 23) e será cada vez mais transformado à imagem de Cristo (Rm 12.2; 2 Co 3.18).
- Sua vida de oração e seu estudo da Palavra de Deus se tornarão mais significativos.
- Você experimentará o Seu poder ao testemunhar (At 1.8).
- Você estará preparado para o confronto espiritual contra o mundo (1 Jo 2.15-17), contra a carne (Gl 5.16-17) e contra satanás (1 Pe 5.7-9; Ef 6.10-13).
- Você experimentará o poder de Deus para resistir à tentação e ao pecado (1 Co 10.13; Fp 4.13; Ef 1.19-23; 2 Tm 1.7; Rm 6.1-16).
Respiração Espiritual
Pela fé você pode continuar a experimentar o amor de Deus e Seu perdão.
Se você percebe que algo em sua vida (atitudes ou ações) desagrada a Deus, mesmo que esteja andando com Ele e sinceramente deseje servi-lo, agradeça a Deus o perdão dos seus pecados – passados, presentes e futuros – mediante a morte de Cristo na cruz. Pela fé, receba o amor e perdão de Deus e continue a ter comunhão com Ele.
Se você retomar o trono de sua vida através de algum pecado – o que é um ato definido de desobediência – respire espiritualmente.
Respiração Espiritual (exalando o que é impuro e inalando o que é puro) é um exercício de fé, que permite a você continuar a experimentar o amor e o perdão de Deus.
- Exale – confesse o pecado – reconheça que esse pecado (ou pecados) é(são) errado(s) e desagrada(m) a Deus e agradeça-lhe pelo seu perdão, de acordo com 1 Jo 1.9 e Hb 10.1-25. A confissão também envolve arrependimento – uma mudança de atitude.
Inale – submeta o controle de sua vida a Cristo, e pela fé, aproprie-se da plenitude do Espírito Santo. Confie que agora Ele o dirige e o fortalece de acordo com a ordem de Ef 5.18, e a promessa de 1 Jo 5.14,15.
Este apêndice é extraído do site: www.greatcom.org/portugues/spirit.htm) da Cruzada Estudantil. O site inclui gráficos, diagramas e links para outros sites que não estão reproduzidos aqui.
